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foto by
RodrigoMachado

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Ana Marina
Godoy
Biografia
Nascida em 16 de abril de 1979, é paulista, de Campinas, mas
sempre viveu em Curitiba, Paraná. Morou também em Caxias do
Sul, 2006, e em Blumenau, 2004, quando teve oportunidade de
lecionar no curso de Turismo e Lazer da FURB e conhecer a
SEB. Além de ter formação em Turismo (graduação/UFPR) e
Marketing (MBA- ISAE/FGV-PR), é jornalista (FAO). |
Premiações e publicações:
- Premiada no III Encontro de Florismo Moniquense na categoria
Poesia realizado de 20 a 27 de setembro de 1992 no Santa Mônica
Clube de Campo (Curitiba-PR);
- Premiada no Concurso Helena Kolody de Poesia – 1993, com poesias
publicadas na “Antologia de Poetas Contemporâneos do Paraná”;
- Premiada no Concurso Palavra Viva (Colégio Positivo) – 1994, com
poesias publicadas na antologia;
- Poesia publicada na antologia do Concurso Palavra Viva (Colégio
Positivo) – 1995.
- Premiada no Concurso Literário do PET (Programa de Treinamento
Especial) do curso de Filosofia/ UFPR – 1999, com poesia e conto
publicados no 2º número dos “Cadernos do Pet-Filosofia”;
- Colaboradora do informativo no. 7 da Abbtur-Pr;
- Contos “Chás de ervas: a primeira xícara / outra dose” publicados
na Antologia “O Conto Brasileiro Hoje”, em 2005, pela RG Editores,
São Paulo;
- Revisora dos livros “Gerontomotricidade” e “Contato” (da área de
saúde/lazer), publicados pela editora Acadêmica em 2004.
- Poesias publicadas
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Um Rio de
Letras III
Nova Letra 2006
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Projeto Pão e Poesia III
Álbum de Poemas |
- Participação no livro de poesias “Pérola”, projeto da Secretaria
Estadual da Cultura de SC/ Estúdio Criação – 2005.
Publicações científicas:
- Artigo técnico-científico apresentado no XXII CBTUR (em
16/05/2002) intitulado “O jornalismo turístico e a crítica
gastronômica: campo de pesquisa e atuação para turismólogos”;
- “O discurso nos textos de jornalismo turístico-gastronômicos” –
foco textual, no emissor e no receptor -, apresentado apenas em
resumo para o Chipre, 2o. semestre de 2002, em conjunto com a profa.
Dra. Elena Godoy, lingüista da UFPR;
- “O discurso nos textos de jornalismo turístico-gastronômico” -
foco na comunicação organizacional - foi apresentado em 25 de
agosto, em Porto Alegre, no grupo de trabalhos sobre Turismo, dentro
do VII Seminário Internacional de Comunicação que foi organizado
pela e na PUCRS; em conjunto com a profa. Dra. Elena Godoy,
professora em Letras na UFPR, lingüista;
- Dois artigos apresentados no II Congresso Brasileiro de Formação
de Professores: “Reflexões sobre a formação de professores de
espanhol/LE no novo contexto político brasileiro” e “Se conhecer
para se respeitar: o ensino de línguas e culturas”; Campo Largo, 22
e 23 de julho de 2004 – Faculdade Kennedy;
- Sinalização turística – aceito em setembro de 2004, na cidade de
Caxias do Sul, no II Seminário Internacional de Pesquisa do Mercosul
(UCS).
- Revisora dos livros “Gerontomotricidade” e “Contato” (da área de
saúde/lazer), publicados pela editora Acadêmica em 2004:
http://home.furb.br/sjb/home/geronto.htm
- Resumo de trabalho científico aprovado para ser apresentado no VII
SIT: Seminário Internacional de Turismo, realizado em Curitiba - PR,
de 30 de agosto a 3 de setembro. O título do artigo é “Trabalhos de
Conclusão de Curso sobre Hotelaria em cursos técnicos, cursos
seqüenciais e em Instituições de Ensino Superior”: http://www.unicenp.edu.br/sit2005/progamacao.htm
Artigos on line
como Editora de Turismo e Lazer da Revista on line Partes:
www.partes.com.br, entre janeiro de 2004 e maio de 2005.
Textos
PESSOAS FELINAS
(por Ana Marina Godoy)
Nas aulas
de língua portuguesa é comum levar “puxão de orelha” aquele ou
aquela que ousar falar “pessoa humana”. Como se pessoa já remetesse,
automaticamente, ao ser humano.
Se pararmos para pensar, não é tão óbvio e nem tão verdadeiro assim
o “sinônimo”. Nem se trata de pleonasmo.
O meu Fritz (foto), por exemplo, é uma pessoa felina. Faz parte da
família. É gente da família. Tratado com dignidade, direitos e
respeito às normas. É uma pessoa. Pessoa felina.
Muitas “pessoas humanas” não são capazes do amor que um gato dá. Não
são companheiras como um gato é (quando quer!). Ou seja: sempre
sinceros os bichanos. Inclusive na mal-interpretada “arrogância”:
não têm falsa modéstia ou falsos agrados.
Quem me dera morar num prédio com gatos como vizinhos: companheiros.
E cada um na sua. Os gatos sabem que cada um tem sua vida e vivem as
suas. Na sinceridade. Sem torrões de açúcar à toa ou vivendo de
trocas interesseiras. Sem falsos sorrisos no elevador ou trocas de
lances de escadas. E com “miaus” honestos de “bom dia”. Mesmo
acordando “com o pé esquerdo” (ou patas esquerdas!), não dão patadas
que não sejam absolutamente honestas. Até no “passar reto” e não
olhar na sua cara (já repararam como nós também temos cara ao invés
de rosto em muito da falta de amor para com o próximo? Animalescos,
pois nos pretendemos civilizados!), vivendo a própria vida, são
verdadeiros. Fazem seus ninhos, dividem alegrias, multiplicam o
mundo (principalmente em agosto!) com pegadas de patas - suas marcas
- da melhor qualidade: se assumem como bichos. Pessoas felinas com
atitudes cristãs: a verdade nas ações.
Vá agora mesmo até uma das tantas ONG’s voltadas a salvar “pessoas
felinas” - e que doam a quem quiser um pouco de alegria - e adquira
o seu bichano! Seja e faça um mundo mais feliz!
MIAU!
http://partes-anamarinagodoy.blogspot.com/2009/11/pessoas-felinas.html
Oração pelas cidades e por cidadãos
A cidade é mais que um fenômeno: é um ente. Mais do que uma criação
ou arte humana – como gatos que derramam leite e desperdiçam, à toa,
apaixonados pelas lambidas individualistas de ida com sede ao pote
do chamado progresso -, é cenário da sinestesia intensa que acontece
nesta pós-modernidade. Muito além das muralhas que cercavam os
originais burgos europeus, quando ali era um útero, uma casa comum
com pátios, sinônimo de solidariedade por objetivos comuns;
corremos, de carro ou de bicicleta, motorizados ou não, num
cotidiano uns contra os outros dentro dos limites do palco urbano,
horizonte ideal de muitos interioranos e também de espécies de seres
humanos que não mais se adaptam a outro habitat. A cidade virou um
tabuleiro: limites – abertos, com escolhas para quem não quer as
regras: sair, não jogar, não participar... ficar à margem – onde
viver é jogar e (não há como resistir ao trocadilho!) se joga para
(poder) viver. Mundos paralelos existem. São até sonhados, falados,
almejados, pregados, estudados, escritos, cantados...neste cenário
onde o subjetivo impera e a imparcialidade é lei – mais pra uns que
pra outros -, regras parecem se anarquizar e aquele ser natural que
era o ser humano se esquece da essência, se torna histórico e
virtual. A exploração do espaço é tecnológica, mas não sapiens;
poluidora – sobre duas ou mais rodas – e estressante. Ser
“café-com-leite” por alguns instantes só para –o ter humano –
recarregar as baterias... necessidade de
evasão. Retiro. Aquele que nasce pela vontade divina como ser humano
não tem mais tempo pra cuidar de si em todos os seus espectros,
incluindo o psicológico e o espiritual. O capital é essencial; um
passaporte para a vida. Mas até ele e o seu controlador se tornaram
cibernéticos. Cada um por si e Deus por todos... a lei da cidade,
mesmo que ecológica e social...Falta estrutura física para ser.
Respirar não é fácil. E mais difícil é abandonar, por um dia, todas
as armas, escudos e armaduras (desta ou daquela marca, original ou
nem tanto) de guerra: seja para deixar o carro em casa e se expor,
ficar mais perto de seus semelhantes, ou seja, para abandonar
preconceitos e conviver com a sua própria face espiritual,
percebendo a necessidade de colo divino. A guerra é contra o
trânsito caótico e a favor de uma reeducação espiritual. Se retirar
numa chácara, em praia deserta ou dentro de uma floresta num
arquipélago é simbólico. A árvore, mesmo na aridez, é simbólica. A
relação humano-divino é fruto semeado e almejado ser colhido, após
os ciclos que a mãe-natureza exige, em abundância. Muito mais do que
simples e imediatas válvulas de escape e pilhas para poder
sobreviver uma semana, um retiro – mesmo que em seu quintal, sem o
carro; um retiro universal do cotidiano barulhento daquela nossa
aldeia - deve procurar significar um encontro para estimular ação em
direção ao que, em geral, entende-se ser o bem e o bom. E isso
precisa de Deus pra acontecer! É só olharmos o trânsito nas horas de
rush e logo pensamos: “só um milagre pra mudar isso e me tirar
daqui”. Mas acreditar no que não existe? Paradoxo: mundo que depende
e faz o impalpável e não acredita no que não vê, mesmo sabendo ser
necessário e saudável o acreditar, o apostar... afinal, estamos num
jogo. Saber o seu limite mínimo e máximo para que a harmonia o faça
acontecer sem grandes choques para seus participantes
é fugir de erros e involuções. Em curto prazo tudo deveria deixar de
ser instantâneo para que possa persistir e evoluir. A embalagem do
ser é importante: o ter humano. O conteúdo, é impossível não
perceber, fica a critério e nas mãos de Deus. O caos é para os
nossos sentidos. Mas, acreditemos e peçamos: que os céus estejam
certos de nós, nos nossos engarrafamentos e acidentes de percurso.
Que os anjos nos despertem desta maldição, ajudando a olharmos pra
dentro: de nós, da sociedade, da cidade.
As pessoas têm limites, espaciais e temporais. A cidade, como
expressão de um conjunto de pessoas, também: um ente próprio que
ganha, faz vida.
Melhor se continuamente criado e recriado com arte, amor,
planejamento e detalhado cuidado. Para todos. Afinal, neste jogo,
trafegando caminhos similares, todos somos um. Transitar com as
bênçãos divinas pela vida, harpas e violinos tocando: festas nos
céus, anjos entre nós. Rezemos.
ANA MARINA GODOY
http://www.partes.com.br/ed42/turismo1.asp
PÉTALAS
(Por Ana Marina Godoy; sem data exata)
Delicadeza, Libidinagens, Plumagem, Veneno e Ópio;
Amendoim,
Duquesas,
Detetives,
Estilos, Namorados e apaixonados,
Amantes de antes...
Vampiros,
Velhos escritores, escritores antigos,
Palidez,
Ternura,
Indevassáveis homens,
Mensagens, Pedras e Valsas.
Tudo com tristeza,
Na memória desta caneta,
Como pétalas que caem e se juntam.
SABOR DA TERRA
Homenagem ao Paraná (2004): à pé e ao chão, tinteiro sagrado!
Vermelhos...
Os pés...
Barro.
Em ritmo fandango
Se agitam
Carne e barreado
Morenos,
Sacudidos,
Abafados pelo chão daqui,
Temperados com
Farinha da cor da pele
De raízes
Alvas e brancas:
Peixes são apimentados e
Pintados
Em folhas de bananeira
Para serem servidos em telhas,
Num banquete
Para deuses;
À moda da casa:
Indígena.
A terra do café
E do pinhão
Que é esvoaçada,
Em pó – tipo exportação –
Pela neblina européia
Nas sopas da semente
Da gralha azul
Têm prazeres próprios da nobreza;
Naturais entre gente real,
Que granula e mói a fome de viver –
Adoçada com balas de banana –
E bebe da fonte da juventude
Em todas as idades,
Entre carnavais e procissões,
Por caminhos
De tropas e tropeiros
Que guiam, até hoje,
Estradas à cachoeiras,
Passos à baías de então,
Ou passeiam a galopes
Em campos gerais
De ervas regionais,
Sorvidas
No calor e pela lei
Da água que brota
E do rio que corta
Solo tropical,
Sem ferir o celeiro
Deste braseiro
De céu austral.
MARKETING TURÍSTICO: seduzir ao consumo de sonhos sinestésicos
e à manutenção da saúde
Por Ana Marina Godoy (2004)
Muito se tem discutido, pesquisado, analisado, debatido e tudo o
mais que a Academia tem direito a respeito de Marketing Turístico,
tanto em sala de aula como de negócios. E, de tanto se falar, da
Boca Maldita* vêm interferências. Os conceitos e definições
originais perdem lugar para diversas e confusas nuances. O Turismo é
muito mais que viajar e pede passagem.
O Marketing trabalha diretamente com a idéia de persuasão - o que
não significa enganação, mas sedução e convencimento. Um item
fundamental é a construção do carisma como ferramenta de conquista,
seja por parte de um executivo da área ou de um empreendimento
turístico. Mostrar com beleza o que é a realidade; interpretar com
poesia (objetiva e com termos técnicos, por vezes) o que se
saboreará como principal mais tarde. Inventar expectativas não
condizentes com o que se oferecerá só resultará em frustração e
abandono. Fim de namoro e casamento nem pensar! Para as amigas e
amigos não se recomendará e, entre piadas ou histórias de horror,
será lembrado como um case. Com nome e sobrenome: em detalhes.
Não basta comunicar e passar informações, deve-se provocar paixão.
Como num namoro, não basta atrair, deve-se conquistar, manter a
atenção e o encanto, mesmo com os imprevistos e dissabores–
variáveis incontroláveis - do dia-a-dia. O turismo, por definição, é
evasão, sonho, saída do cotidiano e da mesmice. O Marketing
Turístico vem para impulsionar o consumo desta necessidade
pós-moderna: sair da rotina e, com isso, catalisar equilíbrio
psicossomático.
Administrar (criá-la, inclusive) a ponte entre pedido e produto,
formas de consumo expostas pelo mercado, os fornecedores, a
divulgação e a qualidade durante todo o processo é tarefa do
Marketing. Sem falar na logística que, em relação à atividade
turística, é muito mais complexa por ser, a princípio, abstrata: não
se estoca turismo. Ele é momento singular. Não existe segunda chance
ou troca por um outro exemplar antes de seu consumo, como com latas
de molho de tomate amassadas, por exemplo.
Incentivar o consumo do Turismo é mais do que recomendar serviços: é
sugerir terapia e/ou saúde. A atividade turística deixou de ser
vista como um capricho para ser percebida como necessidade. Não de
um mesmo grau como as necessidades fisiológicas, mas nem por isso
menos importante. Alguém saudável precisa consumir Turismo (e Lazer)
para manter essa condição. O Marketing turístico começa a constatar
essa nova concepção e a explorar seu objeto como um produto - ou
meio – de/para saúde.
Se o mundo sugere perfis de consumidores sedentos por emoções
fortes, adrenalina e momentos de paixão o Turismo pode ser a forma
de trazê-los à realidade. Este não é alienação. Servir o pedido de
forma equilibrada, planejada (a favor da saúde) e satisfazendo o
cliente e/ou o consumidor é a grande arte do momento. O Turismo não
pode ser uma (nova) droga e sim um condutor à plenitude. E mais que
uma válvula de escape deve ser cultivado como um hábito, com o
impulsionar do Marketing turístico, desativando o estresse e
posturas nocivas à saúde. Assim se promoverá, de fato e
estavelmente, com competência, uma atividade – a princípio –
sazonal.
Algumas pessoas conseguem os salutares benefícios através do turismo
cultural: ao verem obras de arte, conhecerem pessoas, aprenderem
outras línguas satisfazem o equilíbrio pessoal. Outras, gostando ou
nem tanto, precisam consumir atividades físicas dentro de uma viagem
para que seu organismo esteja em equilíbrio, acompanhando a mente.
Segmentos de mercado por motivação (como ecoturismo, enoturismo,
turismo religioso, entre outros) não faltam. O essencial é tanto o
(potencial) turista como o profissional de Marketing saberem qual o
perfil daquela pessoa; descobrirem através de um diagnóstico quase
clínico a vocação turística a ser praticada e que poderá trazer os
resultados esperados. Tanto para o destino como para o destinante;
calculando, escolhendo e induzindo fluxos a favor da atividade
turística sustentável.
Além disso, saber qual a demanda que se quer para aquele produto
turístico e o porquê de seu querer são fundamentais para que exista
um foco para onde convergirão os esforços de Marketing. Muito mais
do que inspiração este é planejamento, cálculo, reflexão e
experimento. Vale lembrar!
Escolher o profissional que será o responsável pelo marketing
turístico – seja de um hotel, de um evento, de um município, de um
restaurante ou outro empreendimento – é tarefa exigente e
necessária. Ele deve ser, acima de tudo, capaz de cumprir com o que
se contrata ou propõe, o que inclui estar atualizado sobre
tendências e ter formação condizente (aliando teoria e prática),
além de respeitável portfólio.
Consultores de viagens estão dividindo o mercado com agências por se
especializarem nas minúcias de seus clientes – com condições
financeiras para contratar serviço nada popular. Com as ferramentas
(de pesquisa) do Marketing turístico podem perceber qual o melhor
modo de transformar uma vontade ou um sonho em realidade
sinestésica, objetivando ou tendo como contribuir para a auto-estima
daquele que contrata, desde que planejando de forma ética. Valor
este muito saudável e que, de brinde, traz o lucro.
*Boca Maldita: ponto de encontro (central e turístico) popular e
tradicional de curitibanos para conversar sobre política, futebol e
assuntos do momento. - Professora (de Turismo e Lazer) Ana Marina
Godoy.
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