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Edith Kormann
com seu sobrinho e afilhado Joni C. Kormann |
Edith Kormann
in memorian
Biografia
Nasceu em 20 de março de 1921, em Brusque/SC. Casada e
divorciada de Érico Ferreira da Silva, filho do ex-prefeito
de Blumenau, José Ferreira da Silva. Em 1946 formou-se em
educação física. Foi diretora de Grupos Escolares e
Inspetora Escolar, atuando em vários municípios de nosso
Estado. Foi incentivadora das artes. Bacharel em Direção
Teatral e Licenciada em Arte Dramática pela URGS. Fez os
cursos: Técnica Vocal, Expressão Corporal, Técnicas
Dramáticas Aplicadas ao Ensino, Cultura Cinematográfica.
Participou do primeiro Seminário de Música, realizado em
Blumenau no Teatro Carlos Gomes (flauta doce). Em Porto
Alegre participou como atriz. Em 1968, coordenou o IV
Festival de Teatro Amador de Santa Catarina. Em 1969
colaborou na organização do V festival do Teatro Amador de
Santa Catarina. Foi professora de Artes Cênicas no Curso de
Educação Artística da FURB. Fundou, no dia 6 de março de
1974, o Grupo Teatral "Phoenix" da FURB. Em janeiro de 1975,
participou do Primeiro Encontro de Autores Catarinenses e,
do Segundo Encontro para estudar a possibilidade de montar
espetáculos de autores catarinenses. |
Foi
presidente da Federação Catarinense de Teatro e Coordenadora do Curso de
Educação Artística da FURB. Participou do Conselho de Cultura de 1981 a
1983. Falava alemão, lia e escrevia em letras góticas. Em 1999
participou da criação da Sociedade Escritores de Blumenau (SEB). Fez
parte da União Brasileira e Catarinense de Escritores. Começou a
escrever aos 15 anos e em 1949 o soneto "O cego de nascimento" foi
premiado. No dia 25 de março de 1992, foi homenageada pelo clube
Soroptimistas de Blumenau como "Mulher destaque na Educação". NO dia 28
de outubro de 1993, a Câmara Municipal de Blumenau lhe conferiu o título
de "Cidadã Blumenauense". Foi homenageada em Itajaí (08/03/1994) pelo
Departamento de Cultura como a "Dama do Teatro Catarinense" e pelo Grupo
Teatral Phoenix da FURB (05/05/1994) com o espetáculo "Ave Phoenix"
pelos vinte anos do Grupo. Em 1995 foi homenageada pela Prefeitura
Municipal com o "Brasão" de Blumenau, na área de Educação e Literatura.
No dia 24 de novembro de 1999 em Florianópolis, por indicação do
Conselho Estadual de Cultura, recebeu do Governador do Estado de Santa
Catarina, Medalha de Mérito Cultural Cruz e Souza".
Teatro na Educação Artística/ Primeiro Grau
Teatro na Educação Artística
O Maestro Geyer e o período Áureo do Teatro Carlos Gomes
Destinos
Realizadade? Ficção?
A Imigrante
Blumenau - sua arte, cultua e as histórias de sua gente Vol 1, 2, 3
e 4
Kuhlmann - O Iluminado em Sistemática Botânica
Minha Veia Poética
Participou de Antologias dentre elas "Sul Azul"
Textos
O Garoto
Mãe
Pai
eram todos
que passavam,
jogavam xepas de cigarros
deixavam tragos nos copos
jogavam no lixo pedaços de pão.
Mãe
Pai
eram todos
que fugiam,
do olhar parado
do rosto esquálido
da boca com fome
dos trapos que o cobriam
da mão estendida, sempre vazia.
Mãe
Pai
foram todos,
que o traíram,
sangraram seu débil corpo
fecharam seus olhos
emudeceram
seus lábios
mataram seu sorriso maroto
de pequeno garoto de rua...
O Nosso Rio
Nasceu de uma fenda
rola pelas rochas
e com frêmitos envolve os pequeninos.
Serpenteia belo e majestoso pelo Vale.
Brinca com a areia das praias
despenca das cachoeiras com fúria e beleza
abraça os que nele penetram
levando-os para a eternidade.
No seu leito dormem sonhos
que explodem com as tempestades
que invadem a alma dos blumenauenses.
Silêncio
Silêncio.
Bendito
no despertar da vida
na ternura
no amor
na meditação.
Silêncio
Maldito
na vida esmaecida
na tortura
na dor
na solidão!
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