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Jairo Pacheco
Martins
Sócio-Fundador
Biografia
Nascido em Porto Alegre a 25/09/54, veio para Blumenau aos
quatro anos de idade, onde vive até hoje.
Tem o Ensino Médio completo, nove anos de cursos de inglês (sete
anos de CCBEU e dois anos de CEA).
Formado em "Operador Psíquico" pelo Instituto de
Parapsicorientologia – Laredo – Texas.
Vários estudos autodidatas sobre psicologia, parapsicologia,
ocultismo, filosofia, nutricionismo, artes marciais e xadrez.
Casou a primeira vez em 06/06/86 e separou-se em 30/12/89 –
deste casamento tem um filho nascido em 30/06/87 (Ramon Daroci
Martins).
Casou a segunda vez em 05/05/91 e separou-se em 31/12/93 – deste
casamento tem uma filha nascida em 08/05/93 (Sara Letícia
Pereira Martins).
Amante incondicional da natureza e às vezes da solidão, tem como
hobbies prediletos ouvir música clássica e fazer longas
caminhadas e viagens de bicicleta em praias desertas, que já o
levaram a conhecer quase metade do litoral brasileiro. |
Costuma escrever sem pretensão, por inspiração, desde os dezenove anos de
idade e possui três obras publicadas.
Foi Presidente da Sociedade Escritores de Blumenau no ano de 2003.
Foi editor/redator chefe do jornal interno da Embratel em Santa Catarina de
1996 a 1998.
Trabalha também como revisor de textos, tendo prestado serviços à Secretaria
de Educação da Prefeitura Municipal de Gaspar, Editora Nova Letra, Editora
Hemisfério Sul, HB Editora, Prevew Publicidades, Jornal da União Brasileira
de Escritores, e diversos particulares.
Poeta
portal do site
www.guiadeblumenau.com.br
há seis
anos.
Publicações
Martins
ao Cubo - altura, largura e profundidade da existência

O
ARAUTO
101
páginas - publicado em 1998 – Editora Letra Viva.
Edição
Esgotada

ORAÇÕES E REVELAÇÕES
96
páginas – publicado em 2001 – HB Editora
ÚLTIMA MULHER
88
páginas – publicado em 2001 – HB Editora.

Participações em Antologias:
Livro “Um Rio de Letras” – participou como integrante do conselho
editorial, revisor do livro e também como autor integrante – lançado em
2002.
Livro “Prosa & Verso” – Volume I – autor integrante. – lançado em 2002.
Livro “Um Rio de Letras – Vol. II” – participou como membro do conselho
editorial, revisor do livro e também como autor integrante – lançado em
2005.
Livro “41 Anos da Casa do Poeta Riograndense – autor participante – 2005
Livro “Um Rio de Letras – Vol. III – autor integrante – 10/08/2006
Livro “Antologia Oficial “Poesia do Brasil” do XIV Congresso Brasileiro
de Poesia” = 03/10/2006 – autor integrante agraciado com participação
gratuita pelas atuações nas XI, XII e XIII edições do Congresso
Brasileiro de Poesia em Bento Gonçalves – RS
Apresentações e Prefácios de Livros:
Livro “Aprendiz” – de Lorreine Beatrice – texto de apresentação do livro
- 2001.
Livro “Liras de Um Tormento” – de Rafael Oselame – texto de prefácio –
2003.
Livro “À Flor da Pele” – de Tchello d’Barros – texto de orelha – 2003.
Tradução para o português do livro infantil “Una Burbuja de Ilusión”
(Uma Bolha de Ilusão) de Raquel Martínez Martínez – escritora uruguaia –
Depósito legal 297082/95 – Rep. O. Del Uruguay
Antologia “Prosa e Verso Vol III” – texto de prefácio – 2004.
“O Mundo das Poesias” – antologia de alunos da E.E.B. Victor Hering –
incentivador, auxiliador na formatação do livro e autor integrante,
também da Galeria de escritores da Escola. – 2004
“Coletânea Joni C. Kormann” – do radialista Joni Kormann - texto de
apresentação, revisão do livro, criação do título. – 2006
Livro “Sutis Linguagens dos Silêncios” - de Leila Wuerges – texto de
prefácio, revisão do livro - 2006
Livro "Último Beijo" - de Fátima Venutti - texto de comentário, revisão
do livro - 2007.
Textos
CAVALEIRO DO UNIVERSO
Levanta-te Cavaleiro do Universo!
Percorre as pradarias que são tuas,
A ver se há, alguém já desperto.
Segue a galope pelas selvas já tão nuas,
E no deserto reverdeja teu verbo.
Eterno Cósmico, empina tua montaria,
A ver se há, alguém já em harmonia.
Ginete de constante cavalgar a soltas rédeas,
Vê que há feras a se erguerem, enquanto há mansos adormecidos,
E réstias de luz a desatar para esclarecimento aos confundidos.
Medram apócrifos em teu lugar, aqui e acolá.
E uma choldra faz de conta que põe a turba a rezar.
Cavaleiro do Universo, diga apenas Olá!
Corcoveia a montaria para que saibam das tuas rédeas,
E nas pedras, nas veias, nas águas e montanhas, assinala que estás!
Rei da Paz,
Olha os fatos que à verdade são desacatos,
Assassina os boatos, mergulha às entranhas,
Mostra da terra quem é capataz!
Enfim, troveja tropel triunfante,
Pois a terra não mais possui infância.
Precisamos desse instante, dessa esperança, cujo inverso só temos.
Cavaleiro do Universo, todos queremos!
Jairo Martins
(do livro "Orações & Revelações)
ÂNSIA DE AMAR
Mesmo que seja uma ânsia esperar por ti,
ansiarei.
Mesmo que seja viver na saudade,
aguardarei.
Porque é melhor sentir tua falta
do que nada sentir.
Porque é melhor esperar
do que viver desesperado.
Porque é melhor amar um sonho
do que não tê-lo sonhado.
Porque é melhor amar e não ter,
do que não amar o que se tem.
Porque é melhor te ver um só dia em cada cem
do que não existires em nenhum dos meus dias.
Porque é melhor contar nos dedos as alegrias
do que viver carregando um punhado de tristezas.
Porque são melhores as belezas dos instantes
do que dias constantes sem esperar ninguém.
Porque é melhor viver em ânsias
do que a morte de não ter anseios.
Porque é melhor ter o amor dentro de si
do que de amar não ter meios.
Porque é melhor saber-se vivo sonhando contigo,
do que viver o castigo de não te sonhar.
Jairo Martins
(do livro "A Visita de Eros")
OUTRO POEMA
Quero outro poema melhor do que esse,
Falando ao sistema de seu desinteresse
Pelas coisas válidas; de dentro da gente.
Que venha colorir as caras pálidas,
Impávidas na impáfia permanente,
De um vermelho-sangue-quente.
Quero, nem que último poema seja,
Que violente o ventre da moeda-mãe.
A estéril cara perdendo a coroa que sobeja
No estilhaço metálico da granada nua.
E enquanto o projétil de um tiro me beija,
Ouvir o canto de gente boa na rua.
Quero, mesmo que seja o poema pior,
Que venha armado de pontiagudos argumentos,
Derrubando a cartola desse estado-maior
Que com mil mãos arranca das bocas lamentos.
Quero afinal, uma bomba poética
Que estoure a boca de um milhão de dentes
Roendo o eixo dessa engrenagem patética,
Como se fosse festa popular servida a pães quentes.
E na ciranda da vida, um poema doce.
Jairo Martins
(do livro AntiCapitalista)
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