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Sonia
Sales
Biografia
SONIA SALES / CURRÍCULO REDUZIDO
Sonia Sales nasceu no Rio de janeiro, mas vive em São Paulo
desde 1981. Tem como gêneros literários, alem da poesia,
pesquisas históricas, ensaios, literatura infantil e
infanto-juvenil. Com formação em Psicologia e Arte, realizou
vários cursos de aprimoramento cultural em Londres, Munique e
Bruxelas, e no Brasil, o curso de Filosofia Oriental com Murilo
Nunes de Azevedo, no Rio de janeiro, e em São Paulo, Gemologia
no Instituto de Gemologia Brasileiro, Cultura Oriental com
Francesca Cavalli, Cultura Japonesa, com Lumi Toyoda, e Espadas
e artes decorativas japonesas com Laerte Otaiano. Foi a sua
imensa admiração pela arte e a civilização do Extremo Oriente
que a levou a estudar desde há vários anos a cerâmica e a
porcelana chinesa, e pelo mesmo motivo estudou durante dez anos
o mandarim, com Nancy Sun. |
Tem dezoito
livros publicados e vários artigos sobre literatura, história e arte,
alem de poemas e ensaios publicados em jornais e revistas do Brasil e do
Exterior. Participa de várias antologias em Portugal, Espanha, USA e
Brasil. É autora do prefácio do Dicionário Comparado dos ditos
populares, expressões e provérbios brasileiros e chineses de Lin Chang
Chau e Li Miao Na.
Seus livros foram traduzidos para o Espanhol, o Inglês, o Chinês, o
Búlgaro e o Russo.
O seu livro de poemas, “Os Dedos da Morte” recebeu o Prêmio Menotti Del
Picchia da União Brasileira de Escritores – UBE – Rio de Janeiro, em
2007 e em 2008 o livro “50 Poemas Escolhidos pelo Autor” recebeu o
Prêmio Pedro Paulo Moreira – UBE – Rio de Janeiro. Ao livro “O Menino de
Massangana”, biografia de Joaquim Nabuco, foi outorgado o Prêmio
Academia Carioca de Letras 2010 e o título de Livro de Ouro 2010 da
Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias.
Recebeu em 2010 a Medalha de Recompensa à Mulher na Maçonaria Fluminense
e em 2011 a Medalha de Mérito Cultural Austregésilo de Athayde da
Academia de Letras e Artes de Paranapuã.
Pertence como Membro Titular à Academia Carioca de Letras, à Academia
Luso – Brasileira de Letras, ao Instituto Histórico e Geográfico de São
Paulo, ao PEN Clube do Brasil e à Sociedade Eça de Queiroz – Rio. É
Sócio Correspondente do Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico
Pernambucano.
Livros publicados.
A Chama Breve
Poesia. São Paulo, Espade, 1996.
Da Essência ao Divino
Poesia. São Paulo, Espade, 1996.
Ouvindo o Silêncio
Poesia. Rio de Janeiro, Galo Branco, 1998 (português, inglês e
espanhol).
Mar Começo do Céu -Poesia. São Paulo, Ysayana, 1998 (português e
chinês).
Girassóis Maduros
Poesia. Rio de Janeiro, Galo Branco, 2003 (português, inglês e
espanhol).
Da Rússia com Amor
Poesia. São Paulo, 2003 (português e russo).
A Montanha e o Vento - 100 Haikais
Poesia. São Paulo, Zennex Publishing, 2004.
Reflexões sobre Eça de Queiroz
Ensaios. São Paulo, Zennex Publishing, 2004
O segredo das Ervas Medicinais
Aventura Infanto – juvenil- Companhia Editora Nacional (Coleção
Lazuli)-São Paulo,2006
A Filha de Tupac- Amaru
Aventura Infanto-juvenil-Companhia Editora Nacional (Coleção Lazuli) –
São Paulo,2006
Os Dedos da Morte
– Poemas –Prefácio de Hernani Donato
Edições Galo Branco- Rio de Janeiro-2006 ( português e espanhol) Prêmio
Menotti Del Picchia 2007 – UBE Rio de Janeiro
50 Poemas Escolhidos pelo Autor
- Poesia Edições Galo Branco - Rio De Janeiro 2007 – Prêmio Pedro Paulo
Moreira – 2008 - UBE Rio de Janeiro
Fragmentos do Tempo
– Artigos e Crônicas – Edições Galo Branco – Rio de Janeiro 2009.
A Emoção de ser Carioca
– João do Rio – Ensaio - Peneluc Edições - Rio de Janeiro 2009
Sol Desativado
– Poemas – Edições Galo Branco - Rio de Janeiro 2010
O Menino de Massangana – Joaquim Nabuco- Edições Galo Branco – Rio de
Janeiro
– 2010 – Prêmio Academia Carioca de Letras 2010 – e Livro de Ouro da
Academia de Estudos e Pesquisas Literárias em 2010
Eça e o País do Meio – Ensaio - Peneluc Edições – Rio de Janeiro 2010
D. Pedro II e seus Amigos Judeus – Editora Kelps –Goiás 2011
Publicações
Livros Publicados
- A Chama Breve, Poesia,
1996
- Da Essência ao Divino,
Poesia, 1996
- Ouvindo o Silêncio,
Poesia, 1998
- Mar Começo do Céu, 1998
- Girassóis Maduros, Poesia, 2003
- Da Rússia com Amor,
2003
– A Montanha e o Vento,
Haikais, 2004
- Reflexões sobre Eça de
Queiroz, Ensaios, 2004
– O Segredo das Ervas
Medicinais, infanto-juvenil, 2006
– A Filha de Tupac Amaru,
infanto-juvenil, 2006
– Os Dedos da Morte,
Poesia, 2006
– 50 Poemas Escolhidos
pelo Autor, Poesia, 2007
Textos
DEUS
Deus
Leva-me ao cume da montanha
Para que eu tenha uma visão mágica da natureza
e volte com as mãos repletas de flores.
Mostra-me a Tua vontade
Onde a felicidade ainda existe.
Deus
Entende minhas carências e o meu refúgio
Cruza a tênue linha da vida
Em cada momento, a cada sol
acende a chama da virtude
na alma que me deste
Deus
Quero ouvir o Teu chamado
Comer a Tua ceia.
E quando chegar a hora da luz
e da verdade, ao som de violinos
dormirei a Teus pés.
SONHOS ROUBADOS
Cai
a máscara.
Sem horizonte, a solidão
è o oráculo nesta cidade que
não mais conheço.
O sol esboroa-se refletido nas
vidraças empoeiradas.
Tremulam sombras esculpidas
na geometria do concreto.
Homens armados, carros blindados,
guarda-costas atentos.
Cristos em sangue.
O asfalto repleto de tradições
pactuando com a realidade virtual.
As imagens do computador
mostram corações de vidro
e a ferocidade de suas derrotas.
Criaturas sem face clamam por
liberdade.
Crianças reclamam
a devolução dos seus sonhos.
HORA DA VERDADE
As tristezas se acumulam
as dívidas também.
A hora da verdade
Não è a do dia
Enquanto o sol
jorra pela janela.
È de madrugada
Quando acordada me levanto
e a Besta está solta.
A ela me revelo.
Tanto è o medo do perjúrio
que estremeço enquanto outros
acham graça.
Indiferentes, não se alarmam
com as guerras alheias
com as nossas guerras
com os nossos mortos.
Burguesia apática
Zumbis a contar dólares.
Esquálidas crianças nos
olham através da tela.
Todos os dias , todas as noites
enquanto seus corpos apodrecem
nas estradas
olhos esbugalhados
a camarilha persegue o ouro
aviltando com a cobiça
o funeral da fome.
A lama escorre nas rasas
sepulturas. As carpideiras
não choram mais.
Não há mais sangue para os vampiros.
Mas eles persistem, escondendo
os dólares, enquanto
crianças famintas nos olham
através da tela
todos os dias, todas as noites.
E nós, poderosas criaturas, nos
refestelamos com iguarias
enquanto elas morrem
de fome.
PAI IMORTAL
Escondida entre hortênsias e miosótis
Observa o homem do espaço
cavaleiro andante
possuidor do Santo Gral
guerreiro flamejante, senhor do mundo.
Na segurança do seu olhar de criança
De amor coberto em espumas e risos.
Pai – ser eterno no coração aflito
De saudades a mancha perdida
Lembranças de afeto, rochedo do mar.
Entre papeis e livros – pai.
Peito arfante, coração dorido,
Ouvindo o silêncio, o não dito
Algo inacabado, sufocado
Na despedida final - pai
ESTÁTICA
Juntam-se as partículas
eletricidade formando.
ESTÁTICA, ESTÁTICA
Choque!
Suas mãos no meu corpo
Seus olhos nos meus
ESTÁTICA, ESTÁTICA
Apenas cinética
minha alma é gráfica.
No computador, meu
coração um unicórnio.
Um ícone é o meu lar
NO ELEVADOR
Neon em reflexo de estrelas.
Cristal em céu costurado
de espelhos.
Um quadrado maior que o Universo.
O elevador parou entre
o quinto e o sexto andares
sem computador , nem ampulhetas.
Num instante,
Centenas, milhares de anos.
O espaço cósmico em branco.
Um homem e uma mulher,
Como no início do início.
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